sábado, 28 de novembro de 2015

AMOR E DOR, PRA QUE RIMAR? Morro de amor, morro da falta de paz Se não queres mais amar-me, nosso sonho se desfaz Sou o que restou do amante que amou o melhor de tudo Danças, sorrisos, viagens, tesões de um teatro mudo De lembranças tão vivas felizes que não se contêm Como se agora você surgisse aqui meu bem Sem cair no jogo do recomeço cego Da trama de conflitos em torno do ego Como se não fosse mais possível amar Sem afogar-se nos meandros desse mar Livre somos pra respirar melhor Gastar saliva, sangue, sêmem, suor Criando arte, casa, filhos, encontros Mesmo que pro amor não nasçamos prontos Pra amar sem impor condições ao sentir E viver criando o modo de fluir Que transmuta tudo que sofreu em si Na bela vida que amando vive-se Seguindo leve pelo caminho do amor Mesmo que a vida não viva sem dor.

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